Carlos Antonio Franchello voltou a presidência do Londrina com seus discursos antigos, mas trazia para a diretoria muitas caras novas, encarregadas da administração do único time profissional da cidade: Abílio Wolff Junior, Jair Poeiras Assunção, Luiz Antonio de Souza Castro, Ciro Xavier, Gaspar Novelli Filho, Aleckcey Kireef, João Luzia de Moraes, Mário Messias de Carvalho, Carlos Roberto Ciccillio, Sebastião Alves de Aguiar, Alexandre Wihbi, Ederaldo Soares, José Alves Padilha, Luiz Carlos Miguita, Osmar Sampaio, Wilson Campos, Plinio Montemor, Paulo Mendes Castelo Branco, Naim Libos, Alex Soares de Almeida, José Luiz Valeriano, Luiz Carlos Caraco, Luiz Martins e Rocco Scicchitano.
O treinador na época era o experiente argentino Armando Renganeschi. No time, Paulo Rogério, Arenghi, Dirceu, Carlos Alberto Garcia e Nenê, que já haviam participado da campanha anterior, se juntaram aos reforços vindos do futebol paulista, Carlos e Xaxá, e aos craques revelados por clubes da região, como Zé Roberto, Ademar e Brandão. Havia ainda dois juvenis, Everton e Nivaldo, que estavam "comendo a bola" nos treinos.
O LEC tinha uma grande equipe, que inusitadamente fracassou na primeira fase do Campeonato Nacional e ficou à beira da desclassificação na repescagem. Para conseguir ingresso na fase mais importante da competição, o time precisou buscar nas últimas rodadas quatro pontos em Goiânia, onde enfrentaria o Vila Nova e o Goiás. A tarefa parecia impossível e apenas o gerente administrativo do time, Ary Martha, acompanhou a equipe na empreitada.
Um gol de pênalti, sofrido por Everton e cobrado por Xaxá, garantiu a vitória sobre o Vila, mas ainda faltava o jogo contra o Goiás, adversário tido como o mais difícil. Logo aos quatro minutos, o ponta Zezé ganha uma jogada na esquerda e cruza na medida para Rinaldo desviar de Paulo Rogério, Goiás 1 a 0. O Londrina busca o empate e consegue. Xaxá cruza e Brandão confere 1 a 1. No segundo tempo, Nenê ganha de dois adversários e cruza. Garcia ajeita para Brandão marcar 2 a 1. A partir daí, o Londrina segurou o resultado e garantiu a vaga entre os grandes. O impossível aconteceu.
Mas o melhor ainda estava por vir. Incluído numa chave que tinha nada menos que Santos, Corinthians, Vasco da Gama, Flamengo e Caxias, o Londrina começou, em 29 de janeiro, sua escalada rumo às manchetes esportivas do país. O primeiro jogo disputado foi contra o Caxias, ganho por 2 a 0. O Flamengo, de Zico e Adílio, foi derrotado no Estádio do Café por 1 a 0. O próximo adversário foi o Santos, no Pacaembu. Londrina 2 a 1, com gols de Carlos Alberto Garcia e Nivaldo.
O Corinthians foi outro derrotado no Estádio do Café, pelo placar de 1 a 0. Depois viria o teste mais difícil, contra o Vasco. No lotado Estádio São Januário, o goleiro Mauro pega tudo. Mas Xaxá rouba uma bola no meio de campo, toca para Brandão que, com categoria, aproveita a saída do goleiro para fazer 1 a 0. E não foi só, Carlos Alberto Garcia aumenta para 2 a 0. O Londrina estava garantido no quadrangular final que decidiria o título brasileiro.
O jogo contra o Atlético Mineiro, no Mineirão, foi considerado o melhor jogo do Campeonato Brasileiro daquele ano. O Atlético construiu a vantagem de 2 a 0, mas o Londrina reagiu. Garcia fez o primeiro, Brandão fez o segundo. Porém, o Atlético tinha o artilheiro Reinaldo em tarde inspiradíssima, o que garantiu ao time adversário o placar de 4 a 2. O jogo de volta, no Estádio do Café, foi outra excelente partida. Londrina e Atlético empataram em 2 a 2, Brandão e Ademar fizeram os gols londrinenses. Terminava assim a campanha do Tubarão.